CARTA DE BOAS-VINDAS


CARTA AOS MEUS PRIMEIROS LEITORES

17 de Maio de 2017

Caros leitores:

Não é necessário dizer que todos os jovens possuímos uma admirável ingenuidade nas nossas ilusões que, no decorrer do tempo, moldam o nosso porvir e a nossa vida, pois quem não teve sonhos quando miúdo? Qualquer pessoa mantém a essência de acreditar que atingirá um dia tudo que quer… E para isso cada um deve começar por percorrer os seus objetivos através dos seus primeiros passos —pelo qual agora decidi tentá-lo— Com este blog aqui, com nome da minha estrutura poética favorita, apanho finalmente um espaço de expressão individual e de divulgação dos meus escritos.Os sonetos clássicos. Cartas sobre os sonetos de Osfelip Bazant. Sonetos outra vez!

Comecei a escrever aos dezasseis anos e, nesses dias, não parava nem um instante porque assim que terminava um escrito, iniciava outro e mais outro, conforme a inspiração que surgira em mim. Isso foi agradável e extraordinário, e quando eu digo “agradável” e “extraordinário”, digo-o com todo o significado de ambas as palavras, posto que poucas pessoas advertem que realizando alguma coisa bem aprendida na vida mesmo tem acolhido uma série de emoções que acompanhar-las-á pela eternidade. Da minha parte, atingi algumas faculdades em relação ao mudo das letras: as minhas ideias são originais e próprias, inéditas em muitos casos.
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Formar palavras com letras mantém-me animado e orgulhoso, mas não orgulhoso de mim, mas sim do que eu já criei, pois quem escreve não possui mais outra finalidade do que apresentar as suas obras para serem vistas e lidas, e estas já vistas e lidas, ganham um valor e permanecem para sempre. Disponho agora de um considerável número de textos literários: alguns deles eu guardo, e, outros, perdi mesmo; porém, na cuentaunsoneto subirei sempre que possível tanto as minhas composições iniciais quanto as mais recentes.
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Estou um bocado obsessionado com o soneto —quem me conhecem, sabem-no— ou se calhar o estou imenso, de singular modo, e tudo iniciou com o meu primeiro contato com esta estrutura: causou-me uma agitação e atração inexplicáveis. A princípio eu supus que se tratava tão-só de um poema como os outros lidos na escola, mas, ao pesquisar mais sonetos —sem os conhecer na verdade, com todas as suas características— fiquei atrapalhado nesses sentimentos e nessas expressões. Daí a pedacinho, quis muito compô-los, e fizera de mais: num dia realizava até três sonetos, em menos de quinze minutos, mesmo que, claro, eram muito mal feitos, já que simplesmente possuíam rima, uma rima assoante com distribuição variável, ordenada nas quatro estrofes, e com uma medida assimétrica. Ainda hoje os construo, mas não amiúde, porque ao querer obter um a cada dia, e que fosse perfeito, nem consigo o momento nem o sítio adequados para isso; no entanto, cada vez procuro elaborá-los sem distração.

A poesia atual promove que o soneto perca-se aos poucos entre a afeição de novos poetas, porém esta estrutura, que é forte e firme, conserva uma presença respeitável e que, embora diminua neste século, sempre haverá quem a retomem tal e como se instaurou na antiguidade.  Eu retomo e sigo o soneto milhares de vezes mais do que outro poema, milhares de vezes mais do que outra obra literária. Por isto quero convidá-los a lerem os meus sonetos e a realizarem-nos mesmo vocês. Nunca os alarguem e voltemos novamente a posicioná-los ao apogeu que tiveram… Eu na realidade desejo arranjar isso, devolver-lhes esse brilho peculiar, mas não posso só, preciso de ajuda. Por enquanto eu jamais deixarei de fazer sonetos, haja ou que houver, porque…     

Embora escorra areia dos meus versos
sejam boatos ou pareçam lenhos
e rocem pelo chão com cada seixo
ainda assim escreverei um soneto…

Embora deem rudeza ao que invento
malogrem o que crio ou o que escrevo:
penem meus poemas, toquem como eco
que de novo farei farei um soneto…

Se eu levitasse leve pelo vento
até chegar às nuvens dos incertos
ainda mais escreverei um soneto…

Se ouvisse que minhas mãos são de velho
pra me pararem dando-me veneno…
mas de novo farei farei um soneto!

Parece-me insuficiente esta carta para me exprimir em relação a este poema, de maneira que terei de produzir outras sobre este assunto, depois, calmamente. Por agora pretendo apenas lhes designar a tarefa de verem além da poesia e a descubrirem nela tudo que passa na vida… E quando lerem um soneto, não o inspecionem com dura indiferença, mas com a mesma profundidade respeitosa com que defendem o seu próprio ser, e reflitam-no, que, de repente, ensinar-lhes-á qualquer conhecimento…

Enfim, Primeiros Leitores, convido-lhes com imensa emoção a revisarem sem parar todas as minhas criações literárias contidas nesta página. Espero ter as suas visitas e o seu apoio. Há várias secções para explorarem, uma por uma… Inspecionem-nas com senso crítico e, ao mesmo tempo, com humanismo, levando como objeto não só perceber, mas sentir qualquer um dos meus escritos…  

Pós-escrito:
Considero boa ideia organizarmos uma pequena equipa de sonetistas comprometidos. A minha intenção é “revolucionar” o soneto e recomeçá-lo de certo jeito ao engenho antigo.
Lembrem, nos sonetos apercebe-se uma longa existência desde os poetas clássicos: nunca caducam, e, na memória de algumas pessoas, ficam fielmente resguardados.

Por favor, partilhem esta carta aqui com os seus amigos. Muito obrigado.

SEJAM BEM-VINDOS!

Osfelip

Fazer novamente um soneto. SONETOS. SONETO.

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